01 Julho, 2009

Dois rapazes espancam cão até a morte, gravam o assassinato e postam na internet

A maldade humana não tem limites e o mais assustador é que as atrocidades estão sendo postadas na internet para quem quiser assistir e para orgulho desses assassinos psicopatas. Um vídeo que está circulando na rede mostra dois jovens espancando um cão até a morte na praia de Quintão, litoral norte do Rio Grande do Sul (RS). As imagens são terríveis, cruéis, revoltantes, covardes, nenhuma palavra traduz a cena abjeta que se vê.

Uma denúncia anônima levou os policiais até os autores do crime. Os investigadores receberam a informação de que um vídeo mostrando a morte de um cão a pauladas na praia de Quintão, feito por moradores, estaria circulando pela internet.  Os rapazes, com idades entre 19 e 21 anos, foram identificados e ouvidos esta tarde (01).

Em depoimento eles afirmaram que a ordem para matar o cão partiu da tutora do animal. Ela teria dito que o cachorro atacou galinhas que vivem no pátio da casa. O crime aconteceu no dia 19 de junho e o vídeo foi publicado sete dias depois. Amanhã, a tutora do animal deve prestar depoimento. O delegado Peterson Benitez ficou chocado com as imagens.

A princípio, os três rapazes vão responder pelo crime de abuso e maus-tratos de animais silvestres e domésticos, artigo 32 da lei de crimes ambientais. A pena pode chegar a um ano de detenção. No caso de morte do animal, a pena tem um acréscimo de um sexto a um terço. Mas o delegado não descartou que os assassinos sejam indiciados por outros crimes, o que aumentaria a condenação: “Uma punição na medida justa da crueldade”. O inquérito deve ser concluído em até 15 dias.

 

Fonte

10 Junho, 2009

Fashion Rio, vestir-se com ética

danitykane-ad-lgO hábito de cobrir o corpo humano, vestir-se, está presente desde o princípio da humanidade. As razões para cobrir o corpo não têm relação unicamente com a proteção (do frio, do sol), mas também com a estética, o poder, a sedução entre os gêneros, entre outras.

Os primeiros materiais utilizados eram de origem animal, peles, pelos e penas. Posteriormente o homem passou a utilizar fibras de plantas, que aprendeu a tramar, desenvolvendo os tecidos. No século XIX, a indústria têxtil criou as fibras artificiais e sintéticas para a produção de tecidos. Portanto, existem tecidos de origem natural (animal e vegetal), artificial (viscose, modal, tencel etc.) e sintética (poliéster, poliamida etc.).

Atualmente existem diversas opções de materiais para o desenvolvimento de roupas, dispens,ando totalmente o uso de materiais de origem animal. No entanto, o couro animal ainda é muito utilizado em roupas e principalmente em calçados, com o argumento de que é o aproveitamento das peles dos animais que são usados para o consumo da carne.

Além de todos os impactos ambientais do tratamento do couro, existe o impacto da criação artificial de animais para o consumo da carne e das peles (o desmatamento de extensas áreas, o grande consumo de água, o gás metano, entre outros). Ou seja, o uso de animais, seja para alimentação, vestuário, trabalho e experimentação, não é sustentável nem ético ambientalmente.

O fenômeno da moda para o vestuário surgiu no final da Idade Média com as grandes navegações e a troca de produtos entre os diferentes povos. Atualmente, a moda está relacionada com o novo, com o efêmero, com mudanças cada vez mais rápidas nos produtos. Com o estímulo da publicidade, há uma busca frenética pela novidade e, como consequência, tem-se aumento do consumo. Esse sistema da moda sem medir as consequências tem grandes impactos ambientais que foram ignorados durante muito tempo.

Entre os exemplos, pode-se citar o uso das penas púrpuras de reflexos ondulados da íbis, uma ave pernalta do vale do Nilo, para enfeitar os chapéus que estavam na moda, durante a Belle Époque, no final do século XIX. Naturalmente ignoraram que o pássaro pertencia a uma cadeia alimentar que existe há muito tempo: a íbis se alimenta de pequenos répteis, cuja alimentação é composta por batráquios, que, por sua vez, comem gafanhotos. É possível que eles não imaginassem que, querendo satisfazer uma tendência da moda da época, utilizando essas penas, provocariam a fome no Egito. Com a perseguição da íbis, cresceu a população de répteis. Os répteis devoravam as rãs, deixando os gafanhotos sem predador: os insetos vão destruir as plantações de cereais e espalhar a miséria entre os camponeses.

Esse exemplo ilustra a complexidade das interações entre o homem, os objetos produzidos por ele e a natureza. É o que Capra define como uma teia interconexa de relações quando se refere ao modo como deve ser vista a natureza. Tudo está interligado.

Assim, se as tendências de moda, por sua vez, indicarem o uso de materiais orgânicos, reciclados, reaproveitados, menos poluentes, contrárias ao uso de peles de animais, entre outros, haverá uma contribuição significativa para reorientar a produção, os serviços e o consumo de moda.

Esta tendência ecológica para a moda não é apenas uma suposição. Ela já foi lançada e pode ser observada nas coleções de grandes estilistas internacionais que influenciam a moda em todo o mundo. Roupas feitas com fibras naturais e materiais reciclados ganham terreno na Itália. Gigantes da moda, como Giorgio Armani, se somam à tendência. O respeito pelo meio ambiente por meio da utilização de fibras e tintas naturais, da reciclagem de resíduos, do reuso de roupas e do não uso de peles de animais, são a base da moda ecológica que pouco a pouco ganha terreno entre os consumidores e estilistas na Itália e em outros países.

A estilista inglesa Vivienne Westwood, considerada uma das precursoras do punk e uma das designers mais influentes do século XX, fez um apelo para que as pessoas consumam menos e façam melhor suas escolhas de compra. A estilista de 67 anos, que lançou em São Paulo, em janeiro de 2008 durante a SPFW, duas sandálias de plástico em parceria com uma empresa brasileira, rebate as críticas de quem a chama de “hipócrita” por seu discurso anticonsumista, já que ela mesma produz coleções veneradas pelo mundo fashion. Segundo Westwood, hipócritas são as pessoas que têm dinheiro e se vestem como pobres. Eles deveriam comprar roupas bacanas, mas não muitas. Para ela, as pessoas devem selecionar mais e não serem engolidas por tudo o que se propõe. São privilegiadas porque podem escolher as roupas, mas devem escolhê-las melhor. Ela afirmou ainda que gostaria de produzir menos. "Eu realmente estou cansada de fazer tanto. Prefiro muito, muito fazer menos e fazê-lo muito bem. Só preciso descobrir como."

Descobrir como fazer uma moda “ética”, mais adequada ao contexto do desenvolvimento ambientalmente sustentável é o grande desafio do design de moda na era pós-moderna. A reutilização de tecidos, a vintage, os tecidos reciclados e orgânicos, a troca de roupas e o aluguel, são opções na busca por uma moda mais ética.

Fonte: O Globo  GNT

Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

05 Junho, 2009

Exposição alerta para riscos de comprar animais silvestres

animais silvestlklklklklklres

Na data em que se comemora o Dia Internacional do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez uma exposição na Rodoviária de Brasília, área central da cidade, de objetos feitos com animais silvestres apreendidos em operações. A idéia é alertar a população para os riscos de se comprar essas espécies.

A prática pode resultar em multa de até R$ 1,5 mil para espécies silvestres e até R$ 5 mil para animais que estejam na lista de ameaçados de extinção.

"Além disso, vários deles podem transmitir doenças para as pessoas", disse o coordenador da exposição e educador ambiental, Maurício Galdino.

Entre os objetos que podem ser vistos na mostra, estão esculturas feitas com partes de vários animais. Algumas misturam cabeça de macaco com dentes de piranha e casco de tatu. "O pior é que as pessoas compram as esculturas", disse Galdino.

Também estão expostas bandejas feitas com asas de borboletas, a pele de uma sucuri de 7,2 metros, que seria usada para fazer botas, e uma pele de onça pintada, apreendida numa loja no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. "Viraria casaco para uma madame", disse o coordenador.

"Isso é um absurdo. Estou revoltada", disse uma visitante da exposição que não quis se identificar. "Perto do meu trabalho tem uma casa onde há cinco peles de onça. Quero denunciar", completou.

Segundo Galdino, quem tem um animal silvestre em casa sem autorização, como periquito ou papagaio, pode ser punido. "Todo mundo quer ter um papagaio em casa, mas a nossa informação é que ele deve ser mantido em seu habitat", recomendou. "Quem quiser ter um animal que tenha um cachorrinho. Mas sem maus-tratos, porque isso também é crime", lembrou.

O telefone da Linha Verde do Ibama, que recebe denúncias sobre venda de animais silvestres ou de objetos feitos com eles, é 0800 61 8080.

 

Fonte:Agência Brasil

31 Maio, 2009

A nossa vida cor-de-rosa

 

Hoje eu posto aqui, uma das coisas mais belas que tenho em minha vida: Fernando e Berkana em um momento de pura sintonia.

Vejo momentos como esse gravado, diariamente,  e dessa vez resolvi partilhar com vocês o que eu tenho de melhor na vida .

Berkana com seu charme derrete o Fernando que fica parecendo uma manteiga derretida quando ela está por perto. Ela acalma ele, e faz com que ele reorganize sua energia. Ela fica languida quando está com o Papai e parece que o mundo dela, depende da existência dele.

Isso é um pouco do amor que eu vivencio diariamente, na presença dos dois.

Eu gostaria que todos os cães fossem tratados com amor, respeito e que fossem felizes e que encontrassem famílias que os amassem assim como nós amamos nossa Berkana.

27 Maio, 2009

Não, não vou falar de gripe suína

porquinhos

Vou ter o prazer de não falar sobre gripe suína. Vou me abster de debater o assunto da moda, o tema das rodinhas que se formam à saída dos restaurantes, onde os grupinhos assopram seus cafezinhos e aguardam os colegas de trabalho que ainda não pagaram seus almoços. Vou fugir da pauta de todos os veículos que embaralham 'OMS', 'gripe suína', 'porcos', 'influenza', 'suspeita' e 'novos casos' em suas manchetes, ao lado das notícias sobre futebol e a foto de alguma beldade com novo namorado a tiracolo, ou vice-versa.

Vou manter silêncio hermético sobre uma questão que gerou reações tão díspares como a mudança do nome da doença - alguém aí se lembrou daquela piada do corno que tirou o sofá da sala? - e o corre-corre de parlamentares da bancada pecuarista, suando frio durante as entrevistas para não fazer feio nem desagradar quem lhe marca o lombo com ferro em brasa de quatro em quatro anos.

Não vou dizer nada sobre uma prática econômica que gera toneladas de cocô líquido e incrivelmente fedido para cada salaminho delicioso servido nos coquetéis de lançamentos de livros, exposições de artes e noites de confrarias, com médicos e empresários bem-sucedidos, e esposas com permanente no cabelo.

Não vou tecer comentários sobre o ato de roubar a liberdade, forçar a procriação e enjaular durante toda a vida animais sencientes como os porcos, confiná-los no concreto e metal, sem ar fresco, terra, lama, chuva ou Sol, fazê-los inchar - o termo é 'produtividade', nas publicações paga-pau do setor - e então enviá-los para o abatedouro, local que apropriadamente não possui janelas.

Não vou palpitar a respeito da criação intensiva de um animal para satisfazer o capricho culinário de uma ínfima parcela da população, contaminando riachos próximos dos chamados chiqueirões, desperdiçando água na limpeza das instalações, consumindo energia, derrubando florestas para dar lugar às plantações para produzir ração.

Vou ignorar o fato de que um porco passa sua vida inteira sem poder se mexer muito, já que seu casco não foi feito para andar sobre o estrado, e no concreto não é possível fuçar, ato natural de sua espécie - alguns ainda ganham um 'piercing' no focinho, para que desistam de vez dessa atividade, pois incomoda.

Vou esquecer que as fêmeas vivem imobilizadas, pois durante o período de gestação as instalações servem para deixá-las paradas - o medo do suinocultor é que elas rolem por cima de algum filhote, o que significa menos lucro, e mais grades de ferro por precaução.

Não direi que, independente do especismo e da ausência de ética, basta uma visita a uma criação tradicional de suínos, seguida de uma inspirada funda, daquelas que enche bem os pulmões, para perceber que fazer daquilo o seu alimento, mais tarde, é roleta russa.

Não se preocupe. Palavra alguma.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.